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terça-feira, 14 de junho de 2011

Quem sou eu?

Cada palavra, cada vírgula, cada momento, cada pensamento, me traz um outro eu, um outro feedback de um momento que não é meu, uma outra trilha sonora, um outro poema. Meus pensamentos estão como em uma salada de fruta, a qual é: doce, grudenta e confusa. Não consigo ouvir meu verdadeiro chamado, porque muitos dos meus heróis não calão a boca, eu até tento achar coerência no que esta sendo dito por mim, mas não há fatos pré criatórios que me façam dizer o que não é sentido, somente presenciado. Dizem que tudo que vai, volta, mas eu nunca dei a mínima para o que dizem, por que minhas perguntas vão, mas minhas respostas não vem,..., nunca vem. Eu aprendi a aprender, mas já sei esquecer, e acabei esquecendo coisas como: frio ou calor? Vermelho ou azul? Estudar ou não estudar? Dizer ou ficar calado? Gosh ou Gustavo? Ele ou ela? Certo ou errado? Do que eu gosto? Quem é Gustavo? Qual o nome da minha mãe? Em que acredito? Qual a minha história? Eu gosto de rock?,..., QuEM soU eU? 
Me sinto em cima do muro, sem eira nem beira, apenas em cima, sei que não posso ficar aqui, mas estou com medo do que há lá em baixo, talvez se eu ficar aqui em cima, um dia, alguém me veja e me ajude, ou eu morro de fome, mas se for assim, tanto faz porque esses destinos são de seguimentos certos. Não consigo mas querer dizer quem quero ser, sendo que não quero, para o meu biotipo, ser alguém que quer ser, é tão difícil dizer o que esta acontecendo, porque não é pelo meu nome , mas sim por razões divinas, as quais eu ainda tento seguir. Não sei se minhas fraquezas são minhas características ou minhas falhas, não sei se estou de lá ou de cá, só seu que estou em algum lugar.
Não entendo o porque tudo que era sólido derreteu se, e tudo que era leve ficou pesado, o porque me sinto tão dividido na fronteira entre ladilá e ladicá, não consigo entender a razão do porque tomar decisões se não sei as consequências, não entendo o porque temer o que não conheço. Se experiências contam pra uma boa sobrevivência, então porque morremos? Sempre morremos, se não usamos, morremos e se usamos, morremos, porque usamos? Porque quem é, se rebela contra quem faz? Porque cada ser pode ser quem quer ser, sendo que cada ser é um ser, onde está a facilidade? Onde eu encontro respostas? Onde encontro a voz? De onde eu sou?
QuEM soU eU? 

Um comentário:

  1. caramba gustavo vc escreve essa coisa parece até que vc ta em conflito com vc mesmo mas vc naum transmiti isso pra min quando vc ta cara a cara
    mas muiito bom oque vc escreveu

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