Páginas

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Trilha


A esperança é a última que morre e a primeira a matar. É como se o tamanho de sua esperança fosse a altura da queda. Se acredita demais, é iludido. Se não acredita, é pessimista. Se consegue, dá um certo orgulho de não ter desistido. Se não consegue, se arrepende de ter tido esperança.
Não para de pensar, que se não tivesse mais esperança,  o tombo seria menor. O te falta que falta? Fé? Pilantragem? Popularidade? Dinheiro? Oportunidade?
Ter fé não basta. De que adianta ter toda a fé e ser um mísero acolhedor de esperança.
Nada vem fácil, e não se aprende isso com o decorrer da vida. Ninguém ensina a enxergar para não cair. Simplesmente, algumas pessoas nascem cegas.
Não é necessário esperança. Os obstáculos estarão sempre ali. Não adianta ter a esperança de que sumirão. Eles sempre vão tapar o Sol. Não adianta ter fé que algo o destruirá.
É preciso atenção e coragem.Atenção para ser realista, e coragem para encarar a realidade.
Percebi que a esperança não de nada serve se não tiver coragem. Coragem de andar pela trilha da vida.

Por: Bruna Carvalho

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

15/12/2012


...que me filho! Hoje não vou fazer nada! Não vou pentear o cabelo, não vou tirar o pijama, escovar os dentes, quem dirá estudar! Não vou pensar no passado, não vou lamentar os que se foram muito menos me preocupar com quem ainda não foi. Hoje não tenho família, amigos, deus ou qualquer outra santidade. Não vou quebrar regras, não vou falar sobre tabu, não quero saber o que se acontece em outros lugares. Hoje, esquecerei de mim, de você, dele, dela, do ex, da ex, da Isa, do Thor, Madonna, ou o baby Jesus Cristo. Hoje, vou apenas sentar meu rabo cabeludo no sofá e ver algum programa idiota.

Amanha você me fala...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Brasa

Sem querer, me lembro do seu corpo nu iluminado pela brasa do cigarro. Te observo da cama, uma miragem. Nem mil Orixás poderiam nos separar. Como te admiro? Como te admiro!Fiquei por debaixo dos lençóis  imaginando como seria doloroso me queimar, como estaria escuro sem a aluz da brasa. Caiu em mim consciência de que a brasa ascende, queima, arde e se acaba. Agora, da brasa, restam cinzas que assopro a cada dia. Estas se perdem por todo o ar, entrando nos pulmões de meus amigos, esbranquecendo minha família e cobrindo meu caminho. Cinzas que um dia me fizera acreditar que ha chama sempiterna.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Te lubrina.

Aonde você foi e o que será que te levou?
Será que alguém te puxou? Sera que o que tinha já passou?
Sera que o que foi prometido, esta ao vento?
Que trato cumprido, se tornou mero lamento?

Aonde você foi? Por onde andou?
Quem que te ouviu? Quem te aconselhou?
Não sei se prefiro obter respostas ou continuar na ganancia de te querer.

E você foi, me deixando inúmeras perguntas
No vazio, no escuro, cheio de memorias e sujeiras;
do que foi, do que aconteceu, do que não vai mais acontecer.
Do suor, do ódio, do amor, do prazer.

E o próximo passo, ja sei mais andar.Levou minhas pernas, meu coração, meu afago minha vontade de ficar. Então nas perguntas me calei, virei aquele ponto de interrogação que sempre evitei. 

Aonde esta você?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Hrum...

``Como fim de brasa, a inveja me consome. Inveja, maldita!
Aguda, árdua, me obriga a vomitar elogios.
Esta, me envenena, me instrui a aparecer.
Inveja, dos seus dizeres, do seu rosto. Ho bicho invejoso!``

Minha gratidão.


Eu nunca pedi pra ter talento. As pessoas a minha volta estão tao preocupadas com o que não significa tudo, e se esquecem de si, se perdem por nada.Tentei ser igual, tentei ser judeu, umbandista, heterossexual. 

A vida começa na minha cabeça  consome meu corpo, e presa, em letras, mostra toda minha paixão e crença.  Nao pedi pra acreditar no amor, não pedi pra ser pisciano, não queria reencarnar. Sou apenas um minúsculo portal de uma imensidão de vozes.Criei personagens, com respostas para minha perguntas. Criei finais felizes, para atos dramáticos  fins de cena. Eu distorci o verdadeiro heroi, me converti a minha benevolência. Eu sou mutante,sou poeta,sou humano, simplório, errante.


Obrigado D*us, por, mesmo sem pedir, criou um delator Teu.
Nao pedi pra ser diferente, não pedi pra fazer contente. Tentei ser coerente.




ILUSTRACAO: DAIANE BERNADO.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nosso Jardim. (sonho de verão)

"Eu cortei o botão de nossa rosa, despedacei-a e joguei os seus restos em minha história. Deixei sangrar, conservando seu ardor, ardendo seu perfume, regando minha dor. Despedacei nossa roseira, aniquilei o beija flor, obstrui o rio, me despedi do teu amor. De prantos em prantos eu me recomponho. Matei nossa roseira e joguei esse, sonho de verão, a outros tantos. Dormi sob as petalas, pedaços de sua história, quando acordei, borboletas me trouxeram a memória. Violentei nosso jardim, e espero que por assim, uma nova roseira ,nasça para mim."

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Escrevendo Meu Roteiro. Por Gabrielle DIOLA.

Há tempos que não escrevo
Há tempos que não vem algo
Digno de ser lido
Pelos fantasmas que me leem
Pelos fantasmas que me veem
Pelos fantasmas que não tem
Vontade de me ler

Há tempos que sou clichê
Há tempos que sou demodé
É amor de mais para ser
Diferente de tudo igual

Padrão
Igual
Sempre se repete
Normal
Generalizado
Eu sofro
No meu calado

Eu que sempre fui diferente
Eu que sempre falei sobre gente
Eu que sempre tive o que dizer
Você chegou, me calou, me amou
Não sei porquê.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Melhor Amiga

É nessas horas que me torno radical. De maneira curta e grossa, sou capaz de incendiar toda fotografia e sufocar toda vida restante entre minhas verdades e suas razões. Não á motivos que me façam alimentar mais e mais chances de um futuro onde você irá no íntimo de minha morada e eu irei ver sua glória, a última coisa que você verá de mim, a única coisa que restou, foi minha redenção.
Quero abdicar de todo carácter, de toda culpa e experiências as quais, ainda, não foram julgadas. Largo meu posto de grande irmão ou pecador insano, deixo a guarita, abaixo minha face e me retiro.
Não é de minha natureza cultivar ramos que dão espinhos, ou alimentar sanguessugas.Enquanto ao nosso retrato? Mandarei pra um museu, imaculado, porque naquele dia, foi o dia em que fomos mais feliz.
Obrigado por tudo. A quem quero muitíssimo bem, deixo toda liberdade de se realizar, só se lembre de mim em seu paraíso.
"Consigo mentir se precisar ser falso, mas não consigo fingir que é verdadeiro."

sábado, 7 de abril de 2012

Chaves.

Cresci ouvindo as pessoas criando os meus sonhos, na escola me ensinaram vedar meu verdadeiro espírito. E quando adormeci, foi como acordar, consegui acordar sabendo que tudo iria conseguir.
 Dói tanto quando você fere o hímem do autoconhecimento, sua personalidade sangra, você sente seu próprio toque cutucando sua concentração. Isso é tão estranho e surreal. Quando você se conhece é como um pacto, não há retorno.
Todas as minhas ilusões cairão e comecei a lutar por um pouco de realidade. Tomei conta do meu corpo e me esquivei de toda palavra de veneno. Caminho com os meus pés, sem ninguém para carregar minha culpa. Estou planando sobre o meu jardim e não quero retornar. Meus segredos virarão meus alicerces, minha opinião rege minha cerimonia de iniciação. Furei meu dedo e selei minha história com um beijo. No meio do triangulo me achei. Minha busca por mim começou, agora, sei reconhecer quem esta por trás do espelho. Finalmente tenho as chaves que preciso.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

De frente para o espelho.

A chuva cai mais uma vez, enquanto ele desliza o grafite sobre a folha. Escrevendo uma ordem de palavras que talvez, jamais serão lidas.
Um hemisfério todo de arte passa pela cabeça do garoto quase esquisito. Uma pausa,..., a lapiseira para de cantar. O garoto com olhos por trás de uma armação de vidro, olha fixamente pela janela imaginando, quando sera sua vez de ir com os ventos.
Ele volta a escrever em um diário quase escandaloso. Bebe o vinho enquanto dedilha a garrafa. Arma suas emoções com um silênciador e olha fixamente em meus olhos, pois a minha narração atrapalha sua escrita.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fantasmando a poesia.

Sou um fantasma em minha casa, passo pela sala e não recebo olhares. Limpo a casa e fico sem elogios, faço bagunça e fico sem broncas. Minha vida é transparente, condensada e fria, como um ectoplasma. Vivo sem ter meus pés ao chão, viajando com a cabeça na Lua.
Sou um fantasma de origem esquecida e de morte auto construida, não parti, permaneço nos detritos de minha casa, vagando pela sala de maneira invisivel, tornando este que vos fala sensivel.